Por que comprar parece uma terapia, não apenas gastar

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Comprar significa coisas diferentes dependendo de quem você é e de onde você está na vida. O autor Paco Underhill percebeu isso há décadas. Ele passou quase vinte anos observando as pessoas nas lojas. Ele usou ferramentas antropológicas para ver como nos comportamos quando navegamos.

Usamos as compras por vários motivos. É terapia. É uma recompensa. Às vezes é apenas uma desculpa para sair de casa. Procuramos parceiros em potencial, matamos o tempo ou buscamos entretenimento. Alguns até tratam isso como adoração.

Uma mulher em Rochester, Nova York, adora se enrolar com catálogos. Ela lê por uma hora antes de dormir. Ela imagina possuir os itens que ela gosta. Uma avó em Fairfax, Virgínia, diz que comprar presentes para os netos lhe dá um novo sopro de vida. Outra mulher se lembra de sua mãe comprando pequenas coisas na loja de variedades. Estas não eram necessidades. Eram recompensas por superar os aborrecimentos diários.

Shopping Eleva Bebidas Espirituosas

Existe uma diferença entre comprar e fazer compras. Comprar é transacional. Fazer compras levanta seu ânimo. Isso muda como você se sente sobre si mesmo. Isso confirma seu lugar no universo.

Judith Mueller, diretora executiva do The Women’s Center em Viena, Virgínia, diz que fazer compras é uma maneira fácil de afirmar a autoestima. É uma forma de autoafirmação. Você não precisa gastar muito para fazer isso.

Considere sais de banho e óleos perfumados. Isso cria uma experiência semelhante a um spa em casa. Requer reflexão. Custa menos do que uma visita real ao spa. Mas você investe tempo. Você cria o ritual. Todas essas etapas são importantes. Eles fazem você se sentir cuidado.

Como as compras atendem às necessidades de autocuidado

Comprar coisas requer processamento de informações. Você faz seleções. Mary Symmes, assistente social licenciada, diz que as mulheres têm competências inatas para isso. Ela compara os homens aos caçadores e as mulheres aos coletores. Coletar envolve escanear, analisar e escolher.

As mulheres tendem a gastar dinheiro para melhorar o seu ambiente. Eles agregam qualidade às suas vidas. Este é o autocuidado direto.

Abraham Maslow listou as motivações humanas em ordem. As necessidades fisiológicas vêm em primeiro lugar. Então segurança. Depois, social, estima e autoatualização. Symmes diz que fazer compras ajuda a atender a essas necessidades de nível superior.

As mulheres sentem poder para conseguir o que precisam. Abastecer a despensa faz você se sentir um provedor. A compra de roupas atende às necessidades básicas. Também permite a criatividade.

“Pode-se dizer que as mulheres entram em um estado alterado, onde são inspiradas por cores e combinações. Podemos ser imaginativos.”

Além do básico, fazer compras pode ser profundamente gratificante. Comprar um livro valida seu intelecto. Adquirir uma pintura mostra seu interesse pela arte. Isso prova o seu gosto único. Comprar uma câmera afirma seu mundo interior. Diz: “Sou uma pessoa criativa”.

O lado social da terapia de varejo

Fazer compras também conecta as mulheres umas com as outras. Os estudos de Underhill mostram isso claramente. Quando duas mulheres fazem compras juntas, elas passam mais tempo na loja. Torna-se uma atividade comunitária.

Ele controlou o tempo em uma rede nacional de utensílios domésticos. Os resultados foram específicos.

  • Uma mulher com acompanhante gastou 8 minutos e 15 segundos.
    Uma mulher com filhos gastou 7 minutos e 19 segundos.
    Uma mulher sozinha gastou 5 minutos e 2 segundos.
  • Uma mulher com um homem passou 4 minutos e 41 segundos.

O tempo gasto com uma amiga é mais longo. A interação é importante. O processo de seleção fica mais lento. O foco muda do produto para a pessoa.

Não se trata apenas de adquirir itens. É sobre o tempo necessário para imaginar, escolher e compartilhar. Esse tempo aumenta a auto-estima. Reforça a identidade. Cria momentos de conexão.

Na próxima vez que você navegar, observe o que você realmente está fazendo. Você está apenas preenchendo uma lacuna? Ou você está procurando outra coisa? A resposta pode surpreendê-lo.

A observação de Underhill tem peso aqui. Quando duas mulheres vagam juntas pelos corredores, a transação se torna secundária em relação à conversa. Eles conversam. Eles aconselham. Eles se consultam até que o espelho do provador seja a única testemunha do veredicto final. Leva tempo, claro, mas esse tempo é o ponto. É um ritual social que aprofunda laços. As ideias são polinizadas cruzadamente em tempo real. E se você envolver essa terapia de compras em torno de uma refeição, obterá algo ainda mais potente: a divulgação.

Neste espaço, as mulheres raramente se destroem. Eles aumentam egos. Eles validam escolhas. O próprio ambiente se torna um espelho refletindo a melhor versão de você mesmo.

Curadoria de alegria por meio de presentes

Depois, há o presente. É aqui que o trabalho emocional das compras brilha mais. Não se trata apenas de adquirir um objeto; trata-se de imaginar a felicidade do destinatário.

Veja Carol, por exemplo. Ela não comprou apenas uma pintura. Ela procurou três pinturas a óleo específicas do artista Pat West. Uma delas era uma grande peça intitulada Virginia Rain. As demais foram obras menores: Monterey Coast e Hawaii at Night. Por que isso? Porque eles representam lugares que ela ama. Lugares onde sua família mora. Agora, eles estão pendurados no quarto dela. Cada vez que ela olha para cima, ela não está apenas vendo arte. Ela está cercada pela geografia de suas conexões.

As mulheres muitas vezes imaginam uma ampla gama de possibilidades – conforto, deleite ou talvez conhecimento – que o presente pretende proporcionar.

Esta é a diferença entre compra por impulso e presentes intencionais. Passamos horas pensando no item certo porque queremos que ele proporcione conforto, prazer ou conhecimento. Estamos investindo tempo para garantir que o destinatário se sinta visto.

Dinheiro como energia congelada

Vamos abordar o elefante na sala. Todos nós conhecemos histórias de compradores compulsivos que destruíram sua pontuação de crédito. Mas para a maioria de nós, fazer compras é um ato de moderação. É funcional. Vamos ao mercado comprar comida. Para abrigo. Para roupas que sirvam.

Mas também buscamos algo menos tangível. Compramos esse terno não apenas para cobertura, mas para projetar competência antes da entrevista de emprego de amanhã. Selecionamos cartões postais para diminuir a distância de parentes que não abraçamos há meses. Reservamos férias porque nossas almas precisam ser reiniciadas.

Joseph Campbell expressou isso melhor quando disse: “O dinheiro é energia congelada e liberá-lo libera as possibilidades da vida”.

As mulheres de hoje detêm mais poder de compra do que em qualquer momento da história. Não estamos apenas gastando; estamos ativando essas possibilidades. Estamos transformando a energia armazenada em experiências, em relacionamentos, em uma versão de nós mesmos que parece mais fundamentada.

Quando o checkout é uma terapia

As compras, em suas diversas formas, oferecem cenários infinitos de autorrealização. Raramente é apenas sobre a coisa. É sobre o que a coisa representa. Um trabalho melhor. Um vínculo mais próximo. Uma mente mais clara.

Para as mulheres que experimentam estes efeitos positivos, o caixa não é o fim da transação. É o fim da sessão. E durante essa ou duas horas, o estresse da semana se dissolve no simples ato de escolher o que nos traz alegria.

Funciona, não é?