A deputada Sarah McBride pegou uma bola curva na quinta-feira. Um jornalista perguntou quem deveria interpretá-la em um filme biográfico. Ela não hesitou em traçar uma linha na areia. Teria que ser uma atriz trans. Período.
Ela mencionou Michelle Hendley. Estrela do filme de 2014 Boy Meets Girl. Um ajuste lógico. McBride riu de X. Admitiu que não estava pronta para a pergunta. Apenas ri.
A internet respondeu naturalmente. Um comentarista afirmou que eles tinham alcance para o papel. McBride respondeu: “Contratado”. Fácil.
Outro tópico arrastou a conversa para um território desconfortável. Alguém perguntou se tinha que ser uma pessoa trans. Argumentaram que não viam grande problema se atores cis aceitassem o papel. McBride não mediu palavras. Foi sobre oportunidades. Artistas que estão famintos por papéis.
Oportunidades para artistas que não têm oportunidades suficientes!
Então os comentários ficaram sombrios. Uma piada sugerindo a deputada Nancy Mace. Um republicano da Carolina do Sul. Ela apresentou um projeto de lei que proíbe mulheres trans de usar banheiros femininos no Capitólio.
O presidente da Câmara, Mike Johnson, apoiou a exclusão. Obrigou que os banheiros se alinhassem com o sexo biológico. McBride seguiu a regra. Ela não estava aqui para brigas no banheiro. Ela queria trabalhar. Para representar seu estado. O barulho não a impediu.
